
Com mais tempo diante das telas nas férias escolares, crianças e adolescentes ficam mais vulneráveis a abordagens abusivas na internet
Janeiro marca o período das férias escolares, tradicionalmente associado ao descanso e à diversão de crianças e adolescentes. Com mais tempo livre e menos compromissos, cresce também a permanência diante das telas de celulares e computadores. O uso prolongado de jogos on-line, redes sociais e aplicativos, muitas vezes sem supervisão adequada, amplia a exposição a situações de vulnerabilidade e aos riscos da violência sexual na internet.
Segundo dados de um estudo do ChildFund, intitulado Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, em que 79% dos seus hobbies são digitais, indicando uma redução significativa das interações presenciais. “Mesmo quando não há uma violência explícita, o simples fato de um adolescente interagir com um desconhecido já configura uma situação de risco”, alerta Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund.
Ainda de acordo com o Mapeamento do ChildFund, apenas 21% dos adolescentes praticam hobbies e atividades de lazer off-line, como desenhar, passear ou praticar esportes, dado que acende um alerta para o desequilíbrio entre o tempo de exposição à internet e as experiências fora das telas.
Dicas para proteger crianças e adolescentes de violências on-line:
Ativar ferramentas que permitam limitar tempo de uso, downloads e acesso a conteúdos;
Mudanças de comportamento, como isolamento, medo, vergonha, culpa ou baixa autoestima, podem indicar situações de abuso ou exploração;
Manter uma comunicação aberta e acolhedora facilita que crianças e adolescentes relatem situações de risco logo no início;
Definir horários para uso da internet e priorizar momentos em família, leitura e atividades ao ar livre;
Busca por apoio especializado (psicólogos, educadores e especialistas em educação digital).
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