25ª Maifest AEMB reuniu ampla multiculturalidade e valorização da memória nas ruas do Brooklin

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Grupo de dança de Treze Tílias (SC)

Festival transformou o bairro em um espaço de convivência multicultural, reunindo música, dança, literatura, memória, gastronomia e ações sociais

A 25ª edição da Maifest AEMB foi realizada com sucesso, nos dias 16 e 17 de maio, com acesso livre, levando às ruas do Brooklin, na zona sul de São Paulo, o tema “Jetzt (Agora): Memória Cultural pelas ruas do Brooklin”. O festival transformou o bairro em um espaço de convivência multicultural, reunindo música, dança, literatura, memória, gastronomia e ações sociais.

A partir da frase do Jacques Le Goff foi pensado o festival: “A memória na qual cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir ao presente e ao futuro. Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para libertação e não para a servidão dos homens.”

A minha viagem de 90 dias pela Europa, em 7 países: Suécia, Dinamarca, Alemanha, Suíça, Áustria, França e Portugal, em 28 cidades, contribuiu para o tema ser Jetzt(Agora). O foco foi em uma trajetória da memória coletiva e a força dos caminhos no hoje e no agora.

O evento contou com sábado de sol e domingo nublado, com breve garoa, mas mantendo grande participação do público ao longo da programação. Todas as apresentações, o artesanato e diversa gastronomia formaram uma importante mostra multicultural.

O festival também reservou espaço especial para a valorização de entidades sociais, incluindo três restaurantes organizados por voluntários da SOBEI – Sociedade Beneficente Equilíbrio de Interlagos.

Entre os destaques da edição esteve a roda de conversa “Línguas de herança e memória cultural”, com participação da Prof.ª Dra. Érica Sarsur (FFLCH/USP), Prof. Dr. José da Silva Simões (FFLCH/USP), Ingrid Lenk (Canal Alemão & Alemanha), mediação da Prof.ª Dra. Elaine Calça e do professor de alemão Marcos Ueda, da APPA – Associação Paulista de Professores de Alemão. O encontro também marcou o lançamento dos livros Uma casa com cheiro de pão e Esse menino é meu aluno, de Érica Sarsur.A participação da APPA foi importante e imprescindível para o brilho cultural do festival.A Anna Carolina Schäfer presidente APPA contribuiu muito para a agenda positiva da Roda de Conversa.

Nesta edição, foram homenageados o município de Treze Tílias (SC), referência na preservação da cultura de imigrantes austríacos e alemães, além de instituições de destaque nas áreas de educação e cultura: Colégio Benjamin Constant (125 anos), Instituto de Educação Beatíssima Virgem Maria (90 anos), Grupo Tirol Schuhplattler SP (40 anos) – Sociedade Filarmônica Lyra, Coral Sol Maior (20 anos), CORALUSP (59 anos), sob direção geral de Márcia Hentschel, e CORALUSP Grupo Azul (29 anos), com regência de André Juarez.

A mostra de dança reuniu importantes grupos de pesquisa e preservação das danças e músicas folclóricas alemãs e austríacas, entre eles Tanzmusik, DorfMusik, Schuhplattler Treze Tílias (SC), Tirol SP, Edelweiss SP, Sonnenblume SP, Edelweiss Kinder SP, Tanzfreunde Colégio Benjamin Constant, Infantil Colégio Benjamin Constant, Infantil Colégio Visconde de Porto Seguro e Freiheit Bairro Colônia Parelheiros.

Na música, participaram a Orquestra Juvenil da SOBEI, a Banda Municipal “Maestro Pingo”, de Porangaba (SP), School of Rock Brooklin/Campo Belo, Vitor da Trindade com música afro-brasileira de Embu das Artes, o Coral Juvenil Muito Além do Canto e a Escola de Choro do Colégio Liceo Santo Amaro Abade, sob regência de André Heryson, além do Coral Sol Maior, regido por Telma Clementino.A participação especial da Banda Verde Vale de Pomerode SC e Serradores de Pomerode SC.

A programação também contou com o Sarau Canções das Palavras, com participação da Academia Contemporânea de Letras São Paulo e poetas convidados, além da exposição da importante instituição CETRASA – Centro das Tradições de Santo Amaro: “A epopeia dos imigrantes alemães em Santo Amaro.

A viola caipira de Betto Ponciano integrou a programação artística do festival.

As rodas de conversa abordaram temas como segurança no trânsito, literatura, ações sociais e voluntariado, reunindo Cesar Novaes, o escritor Levy Fidelix, Carla Caldas, Carlos Galvão, representantes da ONG Anjos da Rua e o padre Osvaldo Gerolin Filho, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Brooklin.

A Galeria Brooklin celebrou seus 50 anos com apresentações de jazz e do Grupo Tribo nos Trilhos. O evento também contou com a participação importante da pesquisadora Flávia Gouvêa, de Rio Claro, e do Coral Gotas de Flor com Amor.

A programação incluiu ainda cortejos multiculturais com acordeons, gaitas de foles e música alemã, além do Espaço Brincar/Criança, atividades infantis e entrevistas realizadas pela Rádio Maifest no Edifício Next Office.

A realização foi da Associação dos Empreendedores e Moradores do Brooklin, com apoio da Cidade de São Paulo e Goulart Infraestrutura.

A 25ª Maifest consolidou o encontro no espaço público, promovendo memória, diversidade cultural e convivência multicultural nas ruas do Brooklin.

Ratifico a importância e dimensão de um festival de rua na cidade, onde há conexão com a cidade de São Paulo, o Estado de São Paulo, o Brasil e com os países de língua alemã.Por isso a importância e credibilidade deste festival em São Paulo.

Luiz Delfino de Andrade Cardia Filho

Curador Cultural da 25ª Maifest


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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