Transporte hidroviário pode diminuir tempo do paulistano no trânsito

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A Lei do Transporte Hidroviário 16.050, criada pelo vereador Ricardo Nunes (PMDB) e sancionada pelo ex-prefeito Fernando Haddad em 2014, foi tema de uma reunião do vereador com o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda e o grupo de pesquisa em projetos de Arquitetura de Infraestruturas Urbanas Fluviais – Grupo Metrópole Fluvial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

Na ocasião, o vereador pediu que o secretário inclua o sistema de transporte hidroviário no edital de concorrência pública sobre o transporte coletivo, que está aberto para consulta pública.

A Lei propõe o transporte de pessoas que moram nos bairros do Grajaú, Parelheiros, Jardim Ângela, ou seja, perto das represas Guarapiranga e Billings, através de uma ligação com o bairro de Santo Amaro, que é integração para terminais de ônibus e metrô que levam para o centro da cidade.

“O projeto é fundamental para São Paulo e representa um avanço para a mobilidade e o planejamento urbano da cidade, não só para quem vive na Zona Sul, que poderá se deslocar pelo sistema hidroviário, como também para permitir à cidade reduzir a pressão sobre o trânsito e contar com a possibilidade do deslocamento de cargas pelas represas – criando uma alternativa, por exemplo, à destinação de resíduos. Do ponto de vista imediato e prático, poderá beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas que vivem em bairros da Zona Sul, como Grajaú, Pedreira e Jardim Ângela. Pessoas que demoram até 2 horas em deslocamentos diários e que poderão fazer o mesmo trajeto em 20 minutos. Sou da Zona Sul e conheço bem os problemas da região e busquei, com o suporte de informações e conceitos do núcleo de pesquisa do tema na FAU-SP, por meio do professor Alexandre Delijaicov, desenvolvi um projeto que é fundamental para a cidade que vive uma crise na sua mobilidade”, explica o vereador.

Há 7 anos o grupo de pesquisa em projetos de Arquitetura de Infraestruturas Urbanas Fluviais – Grupo Metropole Fluvial da FAU estuda sobre o transporte de passageiros pelas represas e rios de São Paulo. Eles já começaram as pesquisas sobre os tipos de embarcações necessárias para o trajeto na cidade.

Segundo a Lei cada embarcação transportaria de 100 a 200 pessoas, em no máximo 30 minutos. Para o vereador, o paulistano deve aprovar o novo transporte. “Por ser algo novo tem o período de adaptação cultural. Quando estiver a sua disposição um modal com redução do tempo de viagem, seguro, e que ainda lhe proporcionará observar as belezas da represa é natural que irá optar por esse meio de transporte”, conclui.

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) disse que “não há nenhum projeto definido tampouco previsão de implementação de projetos dessa natureza no curto prazo”.

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