Saúde vascular da mulher exige prevenção constante da juventude à menopausa

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Crédito: Freepik

Especialista reforça sobre a importância de monitorar os sinais e de manter hábitos saudáveis em todas as fases da vida

Na semana da Mulher, o principal alerta vai além das homenagens: cuidar da circulação é essencial para garantir bem-estar em todas as fases da vida, da juventude à terceira idade. A saúde vascular feminina exige cuidado específico, já que fatores hormonais e condições próprias da mulher influenciam diretamente o risco de doenças circulatórias.

A cirurgiã vascular Dra. Inez Ohashi Torres, membro da diretoria executiva da SBACV-SP (Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo),  reforça que a prevenção precisa começar desde cedo. Ainda na adolescência e no início da vida adulta podem surgir sinais como sensação de peso nas pernas, inchaço ao final do dia e aparecimento de veias dilatadas. O uso de anticoncepcionais combinados também pode elevar o risco de trombose, especialmente quando associado à obesidade, sedentarismo, tabagismo ou histórico familiar. “Antes de iniciar anticoncepcionais hormonais, principalmente os que contêm estrogênio, é fundamental avaliar causas individuais. A escolha do método deve ser personalizada e feita com orientação médica”, orienta a médica.

Na fase adulta, especialmente durante a gestação, o monitoramento deve ser redobrado. A gravidez provoca aumento do volume sanguíneo, compressão venosa e maior tendência à coagulação, o que favorece o surgimento de varizes e eleva o risco de trombose. “A gestação é um estado de hipercoagulabilidade. Embora seja um mecanismo natural de proteção contra hemorragias no parto, também aumenta o risco de eventos trombóticos. O acompanhamento pré-natal e a avaliação de risco são essenciais”, destaca.

Com a chegada da menopausa, ocorre a perda do efeito protetor do estrogênio, aumentando a predisposição à aterosclerose e a eventos como infarto, AVC e doença arterial periférica. “Após o período de queda hormonal, o risco cardiovascular cresce. O controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, e a prática regular de exercícios físicos tornam-se indispensáveis para preservar a qualidade de vida e independência”, reforça a médica.

A atenção aos sinais do corpo é outro ponto central. Inchaço persistente em apenas uma perna, dor intensa na panturrilha, calor local, falta de ar súbita, dor no peito ou desmaio exigem avaliação médica imediata. “Muitas mulheres tendem a minimizar sintomas como dor ou inchaço, atribuindo ao cansaço do dia a dia. Alterações persistentes ou assimétricas nunca devem ser ignoradas. O diagnóstico precoce reduz complicações e salva vidas”, sinaliza.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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