Prefeitura e moradores da Capela do Socorro discutem plano de Segurança contra mortes no trânsito

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Em audiência pública, Secretaria de Mobilidade e Transportes apresentou dados que revelam que a Capela do Socorro tem índices maiores de acidentes e mortes no trânsito do que o resto da capital paulista

 

Representantes da Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) estiveram na Capela do Socorro para uma audiência pública com a população sobre o novo plano de Segurança Viária que será implementado pela Prefeitura.
Cerca de 60 pessoas estiveram na Subprefeitura Capela do Socorro para ouvir e discutir o plano. O público presente reclamou sobre a falta de iluminação nas avenidas da região, sobre rampas de acesso nas calçadas, além da segurança dos ciclistas.
Representante da Secretaria de Mobilidade e Transportes apresenta dados do trânsito para moradores da Zona Sul
A Secretaria de Mobilidade e Transportes ficou responsável por juntar todas as sugestões e tentar adequá-las às ideias básicas, que nortearam o plano. Conhecido como Vida Segura, o projeto pretende salvar 2.734 vidas até 2028, através de políticas públicas para a redução de ocorrências graves e mortes no trânsito.
Segundo dados apresentados pela SMT, apenas entre 2015 e 2017, 139 pessoas morreram na região da Capela do Socorro, vítimas de atropelamentos (28%), colisões (24%) e choques (20%). Cerca de 31% dos atropelamentos fatais foram causados por motociclistas, sendo que na capital o número chega a 17%.
Na área da Subprefeitura, 29% dos atropelamentos foram causados por ônibus (na cidade, 21%) e, 27% por automóveis. Morreram mais motociclistas (41%) do que pedestres (35%). Ocupantes de automóveis foram 17% e ciclistas, 6%.
Todos esses acidentes afetaram os mais jovens. Na Capela do Socorro, 72% dos condutores de motocicletas tinham até 28 anos de idade, na Cidade, a proporção foi de 52%. Mas os mais velhos também sofreram: 33% dos pedestres tinham 60 anos ou mais, e 39% estavam entre 40 e 59 anos. Na Cidade, 37% dos pedestres mortos estavam acima de 60 anos.
Os piores horários, que produzem mais acidentes em Capela do Socorro, estão nas faixas de 3h às 4h da madrugada, das 8h às 9h da manhã, e de 21h a 0h. O domingo é especialmente ruim: nesse dia da semana, ocorreram um quarto dos acidentes.
As vias mais inseguras são a avenida Teotônio Vilela, onde houve 28 ocorrências fatais entre 2015 e 2017 (com 12 motociclistas, 6 ocupantes de automóvel, 2 ciclistas e 8 pedestres) e a Belmira Marin, que registrou 17 ocorrências com mortes. A Avenida Atlântica ficou em terceiro lugar, com dez ocorrências fatais.
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