Motorista embriagado atropela e mata adolescente de 15 anos na Avenida Atlântica

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Após o atropelamento, o motorista fugiu e só foi preso porque uma testemunha o seguiu e chamou a Polícia

 

 

Na madrugada desta segunda-feira (11) um adolescente de 15 anos foi atropelado na Avenida Atlântica, região da Capela do Socorro. Luiz Carlos Melo da Silva voltava do trabalho de bicicleta quando foi atingido por um carro. Ele estava acompanhado de uma amigo, de 17 anos.
“A gente estava na ciclovia, ele acabou saindo da ciclovia e indo pra faixa de carro. Eu também fui junto, só que ele foi pra faixa 2, e eu fiquei no canto da lombada, da calçada. Aí nisso, eu estava distraído também e na hora que eu olhei pra trás, eu só vi o carro batendo nele”, disse o amigo de Luiz.
O motorista, Alexandre Caetano de Araújo, de 36 anos, estava em alta velocidade. Depois de acertar Luiz Carlos, ele fugiu sem prestar socorro.
Uma testemunha, um motorista de aplicativo que passava pelo local, viu tudo e seguiu Alexandre. “Eu freei com o impacto, olhei, vi uma pessoa jogada no chão e olhei pro carro. Ele apagou o farol e fugiu. Eu, logo em seguida, apaguei o farol do meu carro e fui atrás. Só que pra nossa sorte, na [Avenida] Teotônio Vilela estava tendo um comando da Polícia Militar, do bafômetro. Logo quando eu vi, eu acelerei, ultrapassei ele e fechei. Bem em cima do comando eu fechei ele. Na hora que os policiais abordaram ele, a única coisa que ele falou foi ‘eu não fiz nada’. Logo em seguida, que ele viu que tinha testemunha, ele falou ‘vou pagar pelo que fiz’”, relatou.
A Polícia fez o teste do bafômetro no motorista e comprovou que ele estava embriagado. Dentro do carro foram encontradas garrafas de bebida alcoólica e mais de R$8 mil em dinheiro.
O caso foi registrado no 11° DP Santo Amaro, como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Nesse caso, a pena pode ser de 5 a 8 anos de prisão. Na delegacia, o motorista disse que “viu o que aconteceu, mas decidiu não parar para socorrer o adolescente porque ele estava com uma grande quantidade de dinheiro e ficou com medo de ser assaltado”.
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