Mostra cultural que exalta a língua lusófona chega na Zona Sul

0
279

Fazem parte da Mostra: espetáculos, atividades formativas, leituras dramáticas, oficinas e uma mesa com autores da Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal

 

 

Até o dia 18 de novembro, as unidades Sesc Campo Limpo, Santo Amaro e Vila Mariana recebem a terceira edição do Yesu Luso – Teatro e Dramaturgia em Língua Portuguesa, um conjunto de seis espetáculos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal – dois deles inéditos. A Mostra centra sua terceira edição nas singularidades do texto vindo de cada um dos seis países falantes da língua lusófona.
Fazem parte ainda da Mostra atividades formativas, com leituras dramáticas, oficina e uma mesa com autores de diferentes países. A curadoria da atriz brasileira Arieta Corrêa e do produtor português Pedro Santos.
Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada), R$6 (credencial plena) – nas bilheterias das unidades do Sesc.

 

Programação:

 

  • Espetáculos

 

Os Cadernos de Kindzu (Brasil)
[Amok Teatro]
O espetáculo conta a trajetória do jovem Kindzu, que para fugir das atrocidades de uma devastadora guerra civil, deixa sua vila e parte para uma viagem iniciática. Nela encontra outros fugitivos, refugiados e personagens repletos de humanidade que lhe farão viver experiências, ancoradas tanto na cultura tradicional do sudeste da África, quanto na vivência de um conflito devastador.
Dias 8 e 9 de novembro, 20h – Sesc Campo Limpo
 
A Casa de Bernarda Alba (Portugal)
[Companhia João Garcia Miguel]

Regressam as “Bernardas Albas” crescendo à luz cruel dos nossos dias, como monstros que despedaçam vidas. As “Bernardas Albas” fecham as casas, que é como quem diz, as nossas instituições, e são a cada dia mais coercivas. As oportunidades não são iguais para todos. Propagam discursos onde subentendem mecanismos de repressão e censura como se defendessem liberdades.
Dias 8, 9 e 10, às 20h e dia 11 de novembro, às 18h – Sesc Santo Amaro

 

Ezquizofrenia (Cabo Verde)
[Grupo Craq’ Otchod]
O espetáculo “Esquizofrenia”, contribui para a minimização dos estigmas sociais que existem a volta deste transtorno.  Há muito que os paradigmas da saúde mental modificaram o seu lema de “isolar” para “conhecer e tratar”. Pois o confinamento, o abandono, o descaso social e até familiar, intensificam o transtorno e diminuem as chances de melhora. Esquizofrenia nos faz pensar e perceber que o que sempre faltou foi humanidade e abraçar e olhar para esse problema é o que verdadeiramente ajuda.
Dia 10 de novembro, às 19h e 11 de novembro, às 18h – Sesc Campo Limpo
 
A Última Viagem do Príncipe Perfeito (Angola)
[Grupo Elinga Teatro]
Em 1975, o navio ‘Príncipe Perfeito’ realizou a sua última viagem de passageiros de Lisboa para Luanda”. Na intimidade de cada um começava a esboçar-se o fim agônico do império que o rei D João II de Portugal, cognominado o ‘Príncipe Perfeito’, tão decisivamente ajudara a construir. As situações a que aludem os seguintes momentos dramáticos poderiam ter ocorrido nessa época: o caso do estudante que decide regressar convencido de que vai ter um papel na revolução em curso no seu país (A vigia); a mulher que perdeu todas as ilusões e a que luta por reencontrar um lar (Oh, mar); o clandestino de todas as viagens que fez na vida (O clandestino) e o casal que descobre que os sentimentos nunca morrem e se renovam como as ondas do mar (Do outro lado do mar).
Dia 15, às 18h e 16 de novembro, 20h30 – Sesc Vila Mariana

 

Nos Tempos de Gungunhana (Moçambique)
[Klemente Tsamba]

Era uma vez um guerreiro da tribo Tsonga chamado Umbangananamani, que fora em tempos casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Não tiveram filhos. Mas tentaram muito. Este é o mote que dá início ao grande karingana ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro, mas que muito rapidamente se vai transformar numa sequência de outros pequenos karinganas que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do rei Gungunhana, onde a crueldade e as mortes por vezes se misturam com o humor, em cada karingana contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais africanos.
Mas este karingana, não tem nada a ver com Gungunhana! Voltemos então à história:
Karingana wa Karingana!
Dia 17 de novembro, às 19h e 18 de novembro, às 18h – Sesc Campo Limpo

 

A Linha (Macau)
[Hiu Kok Theatre]
Dois pastores, Hon e José, amigos de longa data, passam o tempo contando histórias ou observando a natureza, procurando, nos seus sinais e formas, algo com que se entreter, quebrando assim a monotonia em que se poderia tornar as suas vidas, ocupadas a levar os animais a pastar. Um dia, Hon propõe um novo jogo: uma corda deitada sobre o prado separaria as duas partes do campo, onde cada um deveria permanecer, assim como os seus animais. O que passasse para o outro lado perderia. Para sair vitorioso da disputa, um e outro depressa recorrem a ameaças, mentiras e outros estratagemas. A ideia e o sentimento da posse de um território transformam-se numa cegueira que irá perturbar e questionar a harmonia do convívio, a calma dos dias, a própria duradoura amizade entre ambos.
Dia 17, às 20h e 18 de novembro, às 18h – Sesc Santo Amaro

 

  • Leitura de Textos dramatúrgicos – com Coletivo de Heterônimos

 

A Última Estação, de Elmano Sancho (Portugal)
Na origem de A última estação encontra-se o assassino em série norte-americano Ted Bundy (1946-1989) – ou, mais exactamente, as semelhanças físicas entre este homem e Elmano Sancho. Da mesma forma que Bernard-Marie Koltès ficou obcecado pelo rosto de Roberto Succo, quando viu uma foto sua no metro de Paris, também o ator e autor português se lançou a investigar a vida de Ted Bundy, que matou mais de 35 mulheres. Elmano Sancho guardou o retrato do assassino junto às suas próprias fotografias, até que um dia alguém confundiu o seu rosto com o do criminoso. Foi esse o ponto de partida para uma reflexão sobre a violência e o desejo de transgressão na vida e na arte. A última estação interpela o conceito de dibukk, que na mitologia judaica representa o espírito ou o demónio que habita o corpo de cada um de nós, e apresenta à estrutura da Via Crúcis, as estações da Paixão de Cristo: a condenação à morte anunciada abre caminho a uma via dolorosa que culmina na inumação, mas que aspira à ressurreição, a XV e última estação.
Dia 8 de novembro, às 18h – Sesc Santo Amaro
Ingressos: Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.

 

Neste mundo louco, nesta noite brilhante, de Silvia Gomez (Brasil).
Neste mundo louco, nesta noite brilhante. Enquanto aviões decolam e aterrissam em várias partes do mundo, a rotina da Vigia do KM 23 daquela rodovia brasileira é alterada pela presença de uma garota que delira, largada no asfalto após ser violentada nesta noite cheia de estrelas.
Dias 13 de novembro, às 18h – Sesc Vila Mariana
Ingressos: Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos

 

(Des)mascarado, de Venâncio Calisto (Moçambique)
O conflito de género é tão antigo quanto a própria humanidade. A relação entre o
homem e a mulher sempre foi uma espécie de braço de ferro. Um jogo de poder. É por
conta desta necessidade, que ambos sempre tiveram, de dominar a sociedade que se
inventou o mito e, ou a tradição. O Mapiko é exemplo disso, uma tradição cheia de
ritos, cor e magia inventada pelos homens macondes (povo do norte de Moçambique)
como forma de amedrontar a mulher e reivindicar um espaço dentro daquela sociedade
matrilinear.
Dia 14 de novembro, às 18h – Sesc Vila Mariana
Ingressos: Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.
 
Sim ou não?, de Valódia Monteiro (Cabo Verde)
Dois personagens – Antonius (ou António, tradicionalmente um dos mais vulgares nomes de Cabo Verde e Nemo (ninguém) – encontram-se, desde sempre num mesmo espaço, até que o primeiro, sufocado com o estado de coisas, decide sair e procurar outro espaço para viver. Convida o companheiro de sempre para essa jornada, mas este refuta o
convite. Antonius não se dá por vencido e continua tentando convencer Nemo durante toda a peça.
Dias 16 de novembro, às 18h – Sesc Santo Amaro
Ingressos: Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.

 

  • Processo pedagógico de Criação
Imersão para experimentações de uma criação artística a partir dos expedientes e  pensamentos da Cia JGM de Portugal, com João Garcia Miguel e integrantes da companhia.
Ingressos: R$30 (inteira), R$15 (meia-entrada) e R$9 (credencial plena). Inscrições com carta de intenção e breve currículo para [email protected]. 16 anos. Duração: 20 horas. 30 vagas.
Dias 9, 10, 11, 13 e 14 de novembro, das 14h às 18h
Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505) |  Teatro | Sala Multiuso

 

 

  • Encontro sobre Dramaturgia em Língua Portuguesa

Dias 14 de novembro, às 20h
Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141)
Ingressos:  Grátis. Retirada de ingressos 1h antes no local. 14 anos.
Com José Mena Abrantes (Angola), Dione Carlos (Brasil) e João Garcia Miguel (Portugal).
- Patrocinado -

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.