Moradores sem teto invadem casas desapropriadas pela Prefeitura para construção de viaduto

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A Prefeitura pagou R$ 900 mil reais pela desapropriação, mas o dinheiro ainda está bloqueado na Justiça

 

 

Na última semana a Prefeitura de São Paulo desapropriou 12 imóveis na região do Jabaquara, para a construção de um viaduto que faria parte de um parque linear. As obras não foram iniciadas, e moradores sem teto ocuparam as casas.
As obras, na Rua Camilo Carreiro, fazem parte da Operação Urbana Água Espraiada, que tem projetos e obras relativos às vias locais do Brooklin, como o prolongamento da Av. Jornalista Roberto Marinho até a Rodovia dos Imigrantes.
Uma antiga moradora, proprietária de uma das casas invadidas, conta que reformou a casa há pouco tempo. “Nós construímos com muito sacrifício, moramos muito tempo numa casa bem humilde, onde nós só tínhamos um quarto e a cozinha. E isso a gente foi construindo aos poucos, com muito esforço”, relata Cristiane Trindade.
A Prefeitura pagou R$ 900 mil reais pela desapropriação, mas o dinheiro ainda está bloqueado na Justiça.
A família de Cristiane paga R$1900 reais de aluguel em outra casa. “O meu sonho ocupado por pessoas que não construíram nada, não fizeram nada, e o descaso da Prefeitura”, afirma.
A família de Cristiane saiu do imóvel próprio em janeiro deste ano. Porém, a Prefeitura afirma que, “a gestão anterior desapropriou doze imóveis na Rua São Camilo, mas as obras sequer foram iniciadas”.
Em nota, a SPObras disse que “existe uma empresa de vigilância móvel contratada para reforçar a segurança e impedir ocupações na Rua Camilo Carreiro”. Moradores disseram que um vigilante estava no local até 15 dias atrás.
Sobre os imóveis ocupados, a SPObras disse que, “a Prefeitura Regional do Jabaquara já tentou a integração administrativa, que não avançou e agora recorrerá à Justiça”.
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