Mais de 600 mil pessoas moram em áreas de risco em SP, segundo dados do IBGE

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Capital paulista está em 2° lugar no ranking das cidades brasileiras, perdendo para Salvador

 

De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, São Paulo é a segunda cidade do Brasil que tem mais pessoas morando em áreas de risco. Os dados revelam que 670 mil pessoas vivem em terrenos com possibilidade de deslizar.
A primeira cidade no ranking é Salvador, capital da Bahia. Para os especialistas, isso é natural. “Isso tem a ver com o próprio padrão de ocupação do país, pela costa. Salvador, por exemplo, é a cidade mais antiga do Brasil”, diz Claudio Stenner, da Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais do IBGE.
Segundo o especialista, a pesquisa “População em Áreas de Risco no Brasil” é a primeira da série histórica que será feita com o Censo Demográfico.
No Estado de São Paulo, técnicos identificaram 4.559 áreas de risco em 89 municípios. No último estudo registrado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em 2010, a capital tinha 407 áreas de risco.
Em todo o Brasil, cerca de 8,2 milhões de brasileiros vivem em lugares considerados de risco para desastres naturais. A região Sudeste do país, onde foram analisados 308 municípios, é a que mais tem moradores que residem em áreas de risco, totalizando 4,2 milhões pessoas.
No país, cerca de 9.2% das pessoas em risco são crianças, e 8,8% são idosos com mais de 60 anos de idade. Em geral, os moradores nessas condições tem renda menor que o padrão e não tem acesso aos recursos básicos como água encanada e coleta de lixo.
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