Maioria dos paulistanos acredita que o preconceito racial se manteve ou aumentou em SP

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Segundo pesquisa, 75% dos entrevistados sentem diferença de tratamento em determinados lugares

 

 

Mais de 100 anos após o fim da escravidão no Brasil, muitas pessoas ainda são vítimas de preconceito racial todos os dias. Fato é que uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo, feita entre 15 de agosto e 3 de setembro deste ano, revela que 7 em cada 10 paulistanos acredita que o preconceito e a discriminação contra a população negra se manteve ou aumentou em SP nos últimos 10 anos.
Na pesquisa, 52% dos entrevistados se declararam brancos e 44%, pretos ou pardos.
Os paulistanos das regiões Centro e Sul são os que mais consideram que o preconceito contra a população negra se manteve (45% em ambas as regiões). Cerca de 35% dos moradores da região Oeste disseram que o preconceito reduziu, enquanto a Zona Sul (20%) é a região que menos acha que o preconceito diminuiu.
Além disso, moradores das zonas Oeste (71%) e Sul (70%) são os que mais afirmam que pessoas negras têm menos oportunidades no mercado de trabalho do que pessoas brancas.
A pesquisa também aborda lugares (shoppings, lojas, cinemas, restaurantes, trabalhos, espaços públicos, escolas e faculdades, transporte público, hospitais, etc) em que negros e brancos recebem “tratamento diferente” e conclui que “em todos os serviços a percepção de diferença no tratamento é mais acentuada entre os que se autodeclaram pretos ou pardos”, que são 75% dos entrevistados nesta categoria.
“Isso mostra que, de alguma forma, o paulistano em geral percebe a presença do preconceito e do racismo na cidade de São Paulo. É notório que a população negra é a que mais sente, por isso tem uma percepção maior”, afirmou Américo Sampaio, gestor de projetos da Rede Nossa SP.
Cerca de 27% dos entrevistados afirmaram que “a administração municipal não tem feito nada para combater o preconceito e discriminação em São Paulo”. Os que mais concordam com esse fator (33%) são pretos e pardos.
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