Integrantes de movimentos sociais participam de Audiência Pública para debater sobre extensão da Av. Chucri Zaidan

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Projeto de extensão faz parte da Operação Urbana Água Espraiada, que desapropriou diversas famílias no Brooklin

 

 

No dia 12 de junho, a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente realizou uma Audiência Pública para discutir sobre o Projeto de Lei 722/2015 proposto pelo então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que aprova o Plano Urbanístico complementar do setor Chucri Zaidan, da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada, nos distritos de Santo Amaro e Itaim Bibi, e altera a Lei 13260 de 28 de dezembro de 2001.
Participaram integrantes de movimentos sociais de moradores, que sofreram com a desapropriação de suas casas por conta do avanço da avenida Chucri Zaidan, e que vivem com a ajuda do auxílio aluguel . Cerca de 1700 famílias dependem desse auxílio há mais de dez anos.
“Queremos que construam moradias e não removam mais ninguém. Precisamos ser removidos diretamente para novas moradias e não ficarmos dependendo de um auxílio de R$400”, disse Sheila Mendes do Nascimento, umas das líderes dos Movimentos de Moradores.
O diretor de Gestão das Operações Urbanas, Vladimir Ávila, fez uma apresentação sobre as alterações do projeto e disse que ainda existe um grande trabalho para ser feito com o prolongamento da avenida Chucri Zaidan, como alargamentos, implantação de áreas verdes e a própria execução das obras.
O representante do Executivo falou também sobre as famílias desalojadas. “A prefeitura tem terrenos desapropriados para receber as famílias, são 67 terrenos na região do Jabaquara, ao longo da jornalista Roberto Marinho, depois da Avenida Washington Luís”, explicou.
O vereador Alfredinho (PT), vice-presidente da Comissão de Política Urbana, afirmou que este é o principal Projeto de Operação Urbana de São Paulo e o objetivo é apreciar e aprovar o PL o quanto antes.
“A previsão é aprovarmos o PL o mais rápido possível para que o Executivo proceda com maior rapidez, principalmente em relação à destinação dos recursos para a construção das moradias populares. O ideal é que a votação seja realizada ainda no primeiro semestre”, disse o vice-presidente da Comissão.
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