Governo suspende concessão do Ibirapuera e diz que o parque tem áreas que pertencem ao Estado

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Uma das áreas questionadas arrecadaria R$5 milhões por mês, e Prefeitura reclama que parques da periferia serão prejudicados

 

 

Na última sexta-feira (13), o governador de SP, Márcio França, suspendeu a concessão do Parque Ibirapuera. Segundo o anúncio, feito pelo Twitter, “existem áreas públicas estaduais no parque e o Governo do Estado não foi ouvido e envolvido nesse processo”. O edital de licitação já havia sido suspenso pela Prefeitura, no dia 7 de julho, para reformulação e novo lançamento em 30 dias.

O prefeito Bruno Covas foi notificado através de um ofício em que o governador reclama que o Governo “não pode correr o risco de ser eventualmente impactado do ângulo material, econômico ou financeiro”.
Uma das áreas questionadas é conhecida como Autorama, e após a concessão, arrecadaria R$5 milhões por mês, com vagas de estacionamento. Com esse dinheiro, a concessionária faria a manutenção de cinco parques da periferia da cidade: Eucaliptos (no Campo Limpo); Tenente Brigadeiro Faria Lima (na Vila Maria); Jardim Felicidade e Jacintho Alberto (em Pirituba); e Lajeado (na Zona Leste), o único que seguirá na concessão.
Ainda no dia 13, o prefeito de São Paulo afirmou que iria retirar do plano de concessão do parque   a área que pertence ao Estado. “Essa decisão do Governo do Estado prejudica, em última análise, a população de Pirituba, do Campo Limpo, da periferia, que teria um parque cuidado por um parceiro privado remunerado no Parque Ibirapuera, que agora não vai ter mais”, disse o prefeito.
No ofício, o governador ainda disse que existem áreas do parque que “precisariam ser corretamente delimitadas”, sem considerar quais são. O prefeito declarou que “estranha essa posição…porque tivemos várias tratativas envolvendo o prefeito João Doria e o governador Geraldo Alckmin”. Os dois políticos (ambos do PSDB) saíram de seus cargos antes do tempo previsto para disputar as eleições como governador e presidente, respectivamente.
Bruno Covas declarou que “ainda é muito cedo dizer que o governador resolveu pautar a relação com a Prefeitura pelo calendário eleitoral”, já que Márcio França é candidato a reeleição, pelo PSD.
O edital dos parques prevê a concessão por 35 anos. A Prefeitura ainda pretende privatizar o Autódromo de Interlagos, mercados municipais (entre eles o de Santo Amaro), o Estádio do Pacaembu, cemitérios, e outros equipamentos.
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4 COMENTÁRIOS

  1. Agora é hora de #GeraldoPresidente. O mais preparado pra colocar o Brasil nos eixos e devolver o crescimento. Já fez muito por SP e vai fazer mais ainda pelo Brasil

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