Festival Periferia Trans acontece no Grajaú com programação LGBT

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Até o dia 29 de abril, a região do Grajaú recebe o festival Periferia Trans, que acontece pela terceira vez. O tema deste ano é “Corpo Monstra, Corpo Abjeta” e tem como foco trazer a questão do corpo como uma possibilidade de resistência na cidade.

O projeto idealizado e com curadoria de Bruno César Lopes (ou Brunette, como também gosta de ser chamada), reúne uma programação que envolve os temas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros).

“Há 13 anos realizamos ações no Grajaú, e as questões de gênero e sexualidade sempre estiveram presentes. A Periferia Trans é a possibilidade de dizer que existem pessoas LGBTs na periferia de São Paulo”, comenta Bruno César Lopes.

Bruno, que também é morador da região, acredita que a importância desse evento se dá numa esfera política: “Nossos corpos são políticos. Temos que ocupar espaços públicos, as ruas, as escolas, os equipamentos culturais. A disputa é simbólica, subjetiva e também econômica. Queremos ter acesso aos meios e modos de produção cultural da cidade. Nossos corpos LGBTs produzem cultura”, afirma.

A programação vai contar com shows de rap, funk, teatro, performances e debates. Alguns dos destaques são a funkeira trans Linn da Quebrada; a banda “As Bahias e a Cozinha Mineira”, que conta com duas cantoras transexuais, e rediscute a figura da feminilidade e do gênero com o álbum “Bixa”. Outra convidada para a programação é a transexual lésbica Luiza Coppieters, professora de filosofia que participará do debate “Quem é L do LGBT?” que vai discutir a visibilidade e invisibilidade lésbica na sociedade.

Todas as ações são gratuitas. A programação completa está disponível em: www.periferiatrans.com.br

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