Em bate-papo, Skaf apoia-se em currículo de realizações para pleitear Governo do Estado

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Pré-candidato se reuniu com líderes de entidades da Zona Sul

 

por André Bechelane

Na noite de 11 de julho, Paulo Skaf, pré-candidato ao governo paulista, esteve no Centro Universitário Ítalo Brasileiro, em Santo Amaro, para um bate-papo com líderes de diversos movimentos e entidades da região. Tecnicamente empatado na liderança da pesquisa Ibope para o Governo do Estado, publicada no último dia 9 de julho, o presidente licenciado das seções paulistas do Sesi, Sebrae e Senai, do CNI e FIESP (a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), foi sabatinado sobre suas principais ideias para a região Sul da cidade, que representa um universo demográfico de cerca de 3 milhões de habitantes.
Com vasto currículo sindical e ancorado por uma lista de realizações concretas na área da educação técnica para a indústria, Skaf exibiu números que se multiplicaram em sua gestão. No período, o Sesi-SP tornou-se a maior rede de ensino privado do país. Em 2013, foi contabilizado 1,2 milhão de matrículas no Senai-SP e 150 mil no ensino regular do Sesi-SP.
Melhorar a mobilidade urbana nos bairros da região Sul passa pelo término de estações e pelo crescimento do volume de investimentos. “Não bastam apenas mais ônibus, o Estado tem de investir na interconexão entre trens e metrôs, com a triplicação do número de estações e extensão de trilhos. São Paulo possui 80km de linhas, quando deveria ter 240km”, diz.
Para Paulo Skaf, recuperar hospitais da Zona Sul que foram fechados e nunca mais reabertos, como o Hospital e Maternidade Santa Marta – em completo abandono e suscetível à ocupações – faz parte das atribuições do governador em exercício. “É função do governador, ele tem de fazer, seja na saúde, na educação, seja na segurança. Não se pode virar as costas. Se tem um problema, tem de enfrentar. São hospitais fechados, tem de enfrentar. Tem o pancadão, tem de enfrentar! Tem o PCC, tem de enfrentar”.
Paulo Skaf foi sabatinado sobre suas principais ideias para a região Sul da cidade
Skaf ainda considera estratégica a questão do manancial na região. “A crise hídrica está aí de volta. O sistema Cantareira novamente está vivendo o drama da falta de chuvas e a pressão recai sobre o sistema Guarapiranga. A represa sofre com o problema do despejo irregular de dejetos e lixo, gerados tanto pela invasão e má ocupação de seu entorno, quanto pela má gestão da Sabesp. São questões cruciais nos dias de hoje, elas têm de ser a pauta diária de um governador em São Paulo.”
Toda a atenção à Zona Sul da cidade não é mero factoide. Um dos cinco filhos de Skaf, André, chegou a elaborar um projeto para a construção de um aeroporto para a cidade, em Parelheiros. “Parelheiros seria beneficiada com a geração de renda e empregos, além de utilizar um terreno em que só existem eucaliptos. Um investimento de cerca de um bilhão, que não foi pra frente. E a ideia era não pedir um centavo a ninguém”, recorda-se.
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