Corpo de Bombeiros lança livro sobre a trajetória da corporação em evento na Alesp

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O livro entrelaça a história da corporação com ocorrências marcantes, no período entre 1880 e 2015, que fazem parte da memória da população e mostra também como São Paulo saiu na frente ao se tornar a primeira corporação no Brasil a aceitar mulheres em 1991

 

 

Nesta quinta-feira (29/11), o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo lança o livro  “Éramos Vinte – A História do Corpo de Bombeiros de São Paulo”, com textos da jornalista Tânia Galluzzi e realização da editora Gramani e Ministério da Cultura. O evento acontece no Hall Monumental da Assembleia Legislativa de São Paulo, próximo ao Ibirapuera, às 19h.
O livro entrelaça a história da corporação com ocorrências marcantes, no período entre 1880 e 2015, que fazem parte da memória da população, como o incidente do Cine Oberdan, em 1927, que provocou a morte de 30 crianças;  o primeiro incêndio na Estação da Luz, em 1946, e a tragédia do Clube Elite, em 1953. A obra detalha o impacto dos terríveis incêndios dos edifícios Andraus e Joelma, em 1972 e 1974, provocando transformações tanto na esfera pública quanto privada, sobretudo nas leis de segurança contra incêndios em edifícios. Descreve, ainda, sobre o fogo no Memorial da América Latina, em 2013 e a maior ocorrência em um terminal de combustíveis no Brasil, no bairro da Alemoa, em Santos, em 2015.
E mostra também como São Paulo saiu na frente ao se tornar a primeira corporação no Brasil a aceitar mulheres em 1991, quando teve as primeiras 37 bombeiras admitidas, iniciativa seguida pelos Corpos de Bombeiros de todo o país. Só a partir da década de 1990, foram atraídos investimentos mais significativos para o trabalho da corporação, que sempre enfrentou obstáculos, ao longo do caminho. Novas tecnologias trouxeram soluções avançadas para equipamentos e a evolução da comunicação foi essencial para trazer a agilidade que faltava: até 1892, por exemplo, os avisos de incêndios eram transmitidos por meio das badaladas dos sinos das igrejas.
“A trajetória do Corpo de Bombeiros está integrada a tudo que diz respeito ao desenvolvimento do Estado de São Paulo, sempre envolvido com os desafios de um crescimento furioso – foi difícil escolher as ocorrências mais marcantes para o livro.  Mas temos orgulho de, apesar da grande repercussão dos incêndios, estarmos diariamente ao lado da população em função do atendimento a acidentes, emergências médicas, auxílio à comunidade e vários outros tipos de salvamento”, conta o coronel Rogério Bernardes Duarte, ex-comandante do Corpo de Bombeiros e presidente da Fundabom (Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros). Ele faz parte da equipe de coronéis da reserva responsável pela consultoria técnica e histórica do livro.
Éramos Vinte” faz parte do Programa Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e demonstra como a corporação estadual de bombeiros evoluiu juntamente com a cidade de São Paulo – de entreposto comercial a uma das maiores megalópoles da atualidade. No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, o Corpo de Bombeiros foi desenhado sob o efeito de grandes tragédias, no caso de São Paulo, só foi oficialmente criado em 1880. O projeto do livro foi aprovado pela Lei Rouanet sob o nº Pronac 161990. O livro tem patrocínio da Ultragaz, da Imprensa Oficial e da Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo.
A edição bilíngue do “Éramos Vinte” tem tiragem de 1.500 exemplares e mais 100 unidades em braile para deficientes visuais. Parte da tiragem será distribuída, gratuitamente, em bibliotecas municipais e estaduais do Estado de São Paulo, bem como em comunidades de baixa renda.

 

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