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Obesidade caminha para epidemia global

Doença atinge mais de 700 milhões de pessoas e se torna um dos maiores problemas de saúde pública do mundo

Dados divulgados pela Universidade de Washington neste mês, alertam: mais de 10% da população mundial está obesa. Somente no ano de 2015, os números registraram 107 milhões de crianças e 603 milhões de adultos acima do peso.
Recentemente o Ministério da Saúde apontou o aumento de 60% no número de obesos nos últimos 10 anos no Brasil, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016.
“Estes indicadores mostram que já nos deparamos com uma doença endêmica, que caminha para a epidemia”, ressalta Vanderli Marchiori, consultora em nutrição da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO). O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta mais de R$ 450 milhões anualmente para tratar problemas decorrentes desta causa, aproximadamente 30% do total destinado aos serviços de saúde pública. “De nada adianta todo este investimento se a população não se conscientizar sobre a importância da alimentação equilibrada, iniciativa que previne e pode reverter a realidade preocupante que vivemos”, pontua a nutricionista.
A obesidade tem origem multifatorial e as causas predominantes são maus hábitos alimentares, falta de atividade física e desequilíbrios fisiológicos. Esta doença pode levar a diversas outras complicações, como hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, diabetes tipo 2, fadiga, apneia do sono, câncer do intestino, incontinência urinária, entre outros.
Existe um “casamento” perfeito para o início de uma vida saudável: aliar a alimentação equilibrada à prática regular de exercícios físicos. O preparador físico Talles Sucesso alerta para os perigos do sedentarismo. “A falta de uma rotina de exercícios pode resultar em diversas doenças que diminuem a expectativa de vida, como: hipertensão, problemas articulares, diabetes e doenças cardiovasculares”, adverte.
A prática regular de atividades proporciona melhorias de saúde e diminui abruptamente o aumento da obesidade, “os exercícios indicados para esse caso é o treinamento resistido como a musculação e treinamento intervalado, com atividades de corrida, bike, corda, escada, remo; mas com intensidade baixa para que haja a adaptação adequada”, afirma Talles.
Vale ressaltar a importância do planejamento adequado desenvolvido por um profissional de educação física. A rotina deve ser iniciada de maneira gradativa, para que o exercício físico passe a integrar o cotidiano espontaneamente.
“Em caso de obesidade, assim como os adultos as crianças também devem ser treinadas, mas com as adaptações de intensidade e ludicidade para que se mantenham motivadas à dar continuidade ao planejamento de exercício. O grande segredo é dar continuidade”, esclarece o personal quando o assunto é obesidade infantil.

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