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Busca excessiva pelo corpo ideal é uma doença e merece atenção

Especialista explica quais são os sintomas e como ajudar
Estar sempre em dieta, realizar atividade física demasiadamente, tomar remédios para tirar o apetite e evitar eventos sociais para não comer. Até que ponto a busca pelo corpo ideal é saudável?

Para a endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos na zonal sul, Vivian Estefan, é preciso estar atento aos detalhes para identificar se uma pessoa está com transtorno alimentar e não apenas buscando uma vida mais saudável.

“O transtorno alimentar é caracterizado pelo temor em ganhar peso, ainda que o paciente esteja muito abaixo do considerado ideal, sendo incapaz de impor limites para a magreza, podendo chegar à desnutrição”, esclarece.

Para identificar se a pessoa realmente está com este distúrbio, a especialista indica alguns sinais clássicos, como: comportamento obsessivo para o controle do peso, recusa em admitir a gravidade da perda de peso, hábito de cortar a comida em pequenos pedaços, atividade física compulsiva, evitar comer perto de outras pessoas e ingerir medicamentos diuréticos e laxantes ou redutores de apetite sem prescrição médica.

A endocrinologista salienta também alguns dos sintomas e sinais provocados pelo problema: pele manchada ou amarelada, queda de cabelo, irregularidade menstrual, fraqueza, alterações das unhas, boca seca, extrema sensibilidade ao frio, perda de massa óssea e atrofia muscular.

Segundo a médica, para ajudar quem convive com esta doença, o primeiro passo é conversar, pois na maioria das vezes a pessoa não tem consciência de que está passando por dificuldades e que necessitará de apoio para superar o transtorno. Além, claro, de buscar tratamento com um especialista.

“O médico deverá realizar um interrogatório com o paciente, um exame físico e possivelmente outros testes complementares para o correto diagnóstico”, explica.

Vivian ressalta ainda que é fundamental ter paciência e dar todo o suporte ao paciente e seus familiares, pois o tratamento do distúrbio alimentar é lento e gradativo, além de haver a necessidade de um apoio psicoterápico.

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