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Privatização do Autódromo de Interlagos é aprovada em 1ª votação na Câmara Municipal de São Paulo

Foram 37 votos favoráveis, nove contrários e uma abstenção. A área tem quase 1 milhão de metros quadrados e fica localizada na Prefeitura Regional da Capela do Socorro

Em primeira votação, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na última quarta-feira (8/11), a venda do Autódromo de Interlagos, como prevê o Projeto de Lei 705/2017. A área tem quase 1 milhão de metros quadrados e fica localizada na Prefeitura Regional da Capela do Socorro.

Foram 37 votos favoráveis, nove contrários e uma abstenção. Os vereadores rejeitaram um Substitutivo apresentado pelo PT e aceitaram uma emenda da liderança do Governo.

Após o processo de votação, o presidente Milton Leite (DEM) afirmou que o Parlamento vai realizar Audiências Públicas para debater o tema, antes de levar a proposta para segunda votação. O democrata defende mudanças no texto.

“Não é possível vender o Autódromo de Interlagos, uma área de 1 milhão de metros quadrados, permitindo a construção em até 8 milhões de metros quadrados, sem que nós tenhamos investimentos como acesso viário, acessibilidade, saúde, educação e transporte. Isso afeta diretamente 30 mil pessoas da região”, disse Leite.

No dia anterior, durante a fase de discussão do Projeto, os parlamentares debateram e cobraram alterações no formato do PIU (Plano de Intervenção Urbana) que está associado à venda da área. De acordo com o vereador José Police Neto (PSD), o Projeto deve garantir que a medida seja feita por meio de Lei e não de um decreto do Executivo.

Isso, segundo ele, garante quais intervenções urbanísticas devem ser realizadas no entorno do autódromo e define o que se pode ou não fazer na ZOE (Zona de Ocupação Especial). A emenda proposta por Police foi rejeitada, mas parte dela entrou na versão que o Governo conseguiu aprovar.

O vereador João Jorge (PSDB) defende que os recursos obtidos com a venda de Interlagos sejam usados em vários setores. “Tem de ser usado em todas as áreas da cidade. O plano de desestatização do prefeito que contempla privatização, concessão e parceria tem um objetivo claro: usar o dinheiro em saúde, educação, habitação, mobilidade urbana e assistência social. Isso deve ser para a cidade toda, já que o próprio empreendimento em si vai beneficiar diretamente a zona sul”, declarou o tucano.

A venda do terreno faz parte do PMD (Plano Municipal de Desestatização). A Casa já aprovou o pacote de concessões de terminais, parques, mercados, sistema de bilhetagem de ônibus e serviço de pátios e remoção, assim como autorizou que o Executivo procure parceiros do setor privado para administrar o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, na zona oeste. A venda do Complexo Anhembi, na zona norte, aguarda segunda votação.

Fonte: Câmara Municipal de São Paulo

 

Foto: André Bueno/CMSP

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