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Mapa da desigualdade revela as diferenças entre os 96 distritos da capital paulista

Um dos temas mais divulgados foi a diferença salarial entre diversos bairros. De acordo com a pesquisa, o Campo Belo está em 1° lugar no ranking dos melhores salários, seguido do Itaim Bibi (média de R$5.795.33)

Na última semana foi divulgado o novo levantamento do Mapa da Desigualdade, desenvolvido pela Rede Nossa São Paulo. O estudo compara as desigualdades socioeconômicas, culturais, e de equipamentos públicos dos 96 distritos da capital. O Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) diz que o Brasil é 10° país mais desigual do mundo.

Um dos temas mais divulgados foi a diferença salarial entre os bairros. De acordo com a pesquisa, o Campo Belo está em 1° lugar no ranking dos melhores salários (média de R$10.079.98), seguido do Itaim Bibi (média de R$5.795.33). Em último, está o bairro de Marsilac (média de R$1.287.32), localizado no distrito de Parelheiros. De acordo com a Fundação Sistema Estadual de Sistema de Dados, o Campo Belo tem 64.400 moradores, enquanto Marsilac tem 8.400.

Além disso, os dados mostram que moradores da periferia tendem a viver 23,7 anos a menos do que quem vive em área nobre. A comparação é feita entre moradores do Jardim Ângela e Jardins. O primeiro vive, em média, 55 anos , e o segundo vive, em média, 79 anos. A qualidade vida, a média salarial, a educação e local de trabalho são fatores para esses dados.

Considerando o percentual de nascidos vivos em 2016, com mães de 19 anos ou menos, o Mapa da Desigualdade mostra que em Moema o índice de mulheres grávidas no período da adolescência é de 0,887, enquanto em Marsilac o índice é de 22,88. O percentual no extremo Sul é quase 26 vezes maior do que em Moema, bairro nobre.

“O que a gente percebe no mapa é que a desigualdade é cumulativa, ela não é apenas por renda. Tem desigualdade nos serviços de saúde, educação, segurança, saneamento, assistência social e isso acaba gerando um ambiente propício para que espaços sejam carentes e acabam trazendo indicadores lamentáveis em uma cidade como São Paulo”, afirmou Jorge Abrahão, coordenador-geral da Rede Nossa SP.

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