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Financiamento ou consórcio: saiba a melhor opção para adquirir a casa própria

Nos últimos 3 anos, São Paulo registrou um crescimento potencial de 30,7% em consórcio imobiliário

O sonho da maioria dos brasileiros é ter uma casa própria. Para muitos a opção é através do financiamento bancário. Mas também existe o financiamento através do consórcio.

Essa é uma forma coletiva de “poupar” dinheiro. Ou seja: um grupo de pessoas (físicas ou jurídicas) se unem em um sistema de compra planejada para obter um bem ou serviço. Esse grupo se proporciona um crédito mútuo através do sistema de autofinanciamento da empresa administradora. Todos os participantes concorrem a sorteios mensais, até que todos sejam contemplados e recebam seus créditos.

O consórcio de imóveis tem um prazo de duração maior, em relação aos outros (automóveis, eletrodomésticos, etc.), que dura de 150 a 200 meses. O consorciado pode comprar um terreno, um imóvel pronto, uma casa nova, uma casa na praia; a escolha é do consorciado.

Rogério Pereira, diretor comercial da Embracon, explica que a principal questão para entrar num consórcio é o planejamento financeiro. “É necessário saber qual é o valor do bem que a pessoa tem objetivo de adquirir. Daí é só estudar os planos de consórcio existentes e os que melhor se adequam ao perfil do consorciado. É importante também que as parcelas estejam dentro da realidade. Não é ideal que se faça um plano em que o valor da parcela corresponde a 100% da renda. Afinal, todos temos outras necessidades a suprir (alimentação, moradia, estudos e até lazer). Cada vez mais as pessoas têm optado por efetuar um planejamento financeiro e recorrido ao consórcio como ferramenta para aquisição de casa própria. Isso acontece por vários motivos. Um deles é que o consórcio, ao contrário do financiamento bancário, não tem juros. Isso significa que o valor total desembolsado ao comprar uma casa própria por meio de consórcio é muito inferior ao que é desembolsado por meio de financiamento bancário. Além disso, o crédito para o financiamento bancário ficou mais escasso e passa por um processo mais moroso e burocrático de aprovação, além de estar mais caro”.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço também pode ser usado no consórcio. ”No caso do consórcio de imóveis, o saldo disponível na conta do FGTS do consorciado pode ser utilizado tanto como parte do pagamento do lance, quanto para abatimento ou quitação das parcelas vincendas do plano. A cada dois anos, o saldo do FGTS pode novamente ser utilizado para abater parcelas do consórcio”, explica Rogério.

É comum dizer que os consorciados poupam dinheiro, e que quem participa de um financiamento seja considerado um devedor, isso porque no financiamento o imóvel é escolhido e alienado a uma instituição financeira para aprovação de crédito. No consórcio, enquanto a pessoa não for contemplada e adquirir um bem ele não está alienado a administradora de consórcio.

Existem também diferenças entre as taxas de juros, como explica o presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, Paulo Roberto Rossi. “Enquanto no financiamento tem cobrança de taxa de juros, no consórcio existe uma taxa de administração e eventualmente, um fundo de reserva e um seguro, que são optativos e dependem do contrato. Por isso o consumidor deve fazer uma ampla pesquisa das taxas de administração para que o consumidor escolha uma empresa devidamente autorizada pelo Banco Central do Brasil”.

Uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios revela que houve um crescimento no número de imóveis comprados através de consórcios, durante os últimos 3 anos. Apenas em São Paulo o crescimento potencial foi de 30,7%.

 

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