Grupo Sul News

Capela do Socorro comemora 79 anos

O bairro nasceu em torno de uma Capela que venera Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Hoje, cerca de 90% da região é ocupada por mananciais que abastecem de água a Grande São Paulo

No dia 9 de outubro a Capela do Socorro comemorou sua elevação a bairro oficial de São Paulo. Hoje com 79 anos, a Prefeitura Regional da região é a segunda maior do município de São Paulo em território, com 134,2 km², atrás da Regional de Parelheiros (353,5 km²) e a maior com habitantes (684.757).

Sua história é ligada aos índios, jesuítas, à imigração alemã e ao desenvolvimento industrial de São Paulo.

Em 1930 um homem que teria vindo para o Brasil fugitivo da Europa trazia consigo uma imagem da Virgem Consolata. Grato à comunidade local, que o abrigou, o fugitivo doou a imagem. Em 1936, uma Capela foi construída e a Virgem Consolata foi venerada como Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o que afinal deu nome ao bairro.

Naquele largo, ficava também a parada do bonde 104, que em certo momento do século 20 era praticamente a única ligação da região com a então cidade de Santo Amaro e São Paulo. Algumas indústrias se instalaram nas imediações, o que trouxe crescimento rápido para o bairro. Em 1938, a Capela do Socorro, que já era um bairro industrial, foi elevado à categoria de distrito.

Hoje, 90% da região é ocupada por mananciais que abastecem de água a Grande São Paulo e é uma das poucas Prefeituras Regionais dentro do índice de área verde adequada. De acordo com determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice é de 12 m² de área verde por habitante. Sendo que os números da Capela chegam em 16,23 m² de área verde por habitante, a sexta colocação.

Em conjunto com o Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura está desenvolvendo o programa Nossa Guarapiranga, para recuperar a represa, a principal da Capital, que abastece cerca de 4 milhões de pessoas. O programa, lançado em 2011, já retirou 121 mil metros cúbicos de resíduos da represa, o equivalente a 6 mil caminhões caçamba de 20 m³.

Em março deste ano, foi assinado um novo acordo de cooperação do programa, que tem validade de 12 meses e pode ser prorrogado por cinco anos.

Segundo a Sabesp, uma novidade do projeto é a instalação de 1.100 metros de ecobarreiras (estruturas flutuantes) em diferentes pontos da represa. São boias com telas metálicas posicionadas na foz dos córregos que deságuam na represa, fazendo com que o lixo jogado nas ruas, ou não recolhido, seja contido e não invada o reservatório, já que, quando chove, esse material acaba sendo arrastado pelos córregos até o manancial.

Adicionar comentário

Cadastre-se em nossa
Newsletter

Receba Notícias, Eventos, e muito mais
da sua Região.
CADASTRAR
Caso não queira se cadastrar ou já tenha se cadastrado,
basta fechar essa janela para continuar lendo.
close-link