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Dia Mundial da Alimentação é comemorado em 16 de outubro e faz alerta sobre a relação com a comida

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a população brasileira passou, ao longo dos últimos anos, a ter hábitos de vida mais saudáveis, porém, os índices de obesidade, hipertensão e diabetes continuam altos

Criado na década de 1940, o Dia Mundial da Alimentação é comemorado no dia 16 de outubro com a finalidade de alertar a população sobre a necessidade de uma nutrição consciente e hábitos alimentares saudáveis. O tema tem ganhado bastante espaço com a publicação de dados alarmantes, que indicam o aumento da obesidade, colesterol e hipertensão. Com isso, é conveniente pensarmos se estamos indo na direção correta em busca de uma alimentação mais equilibrada ou fazendo o caminho contrário.

Antes de mais nada, é preciso entender a relação que vem sendo criada com a alimentação ao longo dos últimos anos. Cada vez mais comuns no dia a dia de muitas pessoas, as dietas restritivas, por exemplo, levantam o seguinte questionamento: fazemos do alimento um aliado ou um inimigo? A nutricionista Marcia Daskal comenta: “A ciência da nutrição já passou por diversas fases. Ovos, pães, manteiga, leite e muitos outros alimentos já foram vistos como vilões da nossa dieta. A comida virou tema científico, com quantidade, jeito certo de preparar e de consumir”.

Medidas que buscam controlar o consumo de alguns alimentos, como é o caso do aumento de impostos sobre bebidas açucaradas, ainda são vistas como maneiras eficazes para alcançar esse objetivo, quando, na verdade, são uma forma de punição ao consumidor.

A melhora da qualidade de vida, portanto, não está somente atrelada aos hábitos alimentares. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicados em 2016, a equação não é tão simples assim. Os resultados da pesquisa realizada indicam que a população brasileira passou, ao longo dos últimos anos, a ter hábitos de vida mais saudáveis, aumentando o consumo regular de frutas e hortaliças e reduzindo o de refrigerantes e sucos artificiais. Porém, os índices de obesidade, hipertensão e diabetes continuam altos.

Com isso, é evidente a necessidade de implementação de políticas públicas que mostrem o caminho a ser seguido e auxiliem nessa trajetória. Para comer, não é preciso receita, apenas bom senso, porque saudável é comer de tudo. “Isso faz com que a pessoa se alimente de forma mais tranquila. A proibição gera desejo e compulsão. Mais saciadas, as pessoas passam a comer menos e somente quando têm vontade”, finaliza Marcia.

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