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Pesquisa indica nível de violência nas escolas estaduais de São Paulo

Segundo a pesquisa do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, 45% dos pais, 48% dos estudantes, e 37% dos professores não se sentem seguros dentro da própria escola

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, a pedido da APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, mostra que 51% dos professores afirmaram que já foram vitimas de violência dentro do ambiente escolar. O estudo foi apresentado no dia dia 27, durante coletiva à imprensa, que aconteceu na Casa do Professor, em São Paulo.

Entre as situações de violência que mais da metade dos professores afirma ter sofrido, 44% falaram em agressão verbal, 9% em discriminação, 8% em bullying e 5% em agressão física.

Na pesquisa realizada em 2013/14, mais de 44% dos professores declararam ter sofrido algum tipo de violência pelas escolas que passaram. Este ano, o total de professores passou de 51%. Já o número de alunos vítimas da violência chegam a 38%, houve um aumento de 11% se comparado a ultima pesquisa.

O diretor da APEOESP de Santo Amaro, Luiz Claudio de Lima, fala do receio que existe entre as vítimas. “Casos de violência não são novidade. Dou aula há 30 anos e vi que hoje estão valorizando a cultura do medo. Os professores se sentem acuados, por conta de uma possível retaliação e não se posicionam”, explicou.

O estudo foi realizado entre os dias 1º e 11 de setembro, a partir de entrevistas com a população, pais e mães de estudantes, estudantes e professores da rede estadual de ensino. Foram entrevistadas 2.553 pessoas em todas as regiões do Estado de São Paulo. Para a realização da pesquisa, foram aplicados questionários à população geral, e aos professores as questões foram feitas por telefone.

“A força da pesquisa não é só para constatar, estamos dizendo ao governos que estamos de olho nele” disse a professora Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da APEOESP.

A pesquisa aponta que as situações de violência também preocupam a comunidade escolar. Para a população, pais e alunos, as drogas e o álcool, o conflito entre estudantes e a falta de policiamento são as principais causas que contribuem para a violência nas escolas estaduais de São Paulo. Já os professores acreditam que a educação em casa é o fator preponderante para as situações de conflitos.

A pesquisa conclui que 45% dos pais, 48% dos estudantes, e 37% dos professores não se sentem seguros dentro da própria escola e apontam medidas que deveriam ser adotadas para diminuir os casos de violência no ambiente escolar, como investir em cultura e lazer e aumentar o policiamento ao redor da escola.

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