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Obras na cidade de São Paulo estão suspensas ou tiveram prazo de execução prorrogado

Prefeitura da capital suspendeu ou prorrogou o prazo de 28 obras; muitas delas importantes, especialmente para as áreas distantes

A Prefeitura de São Paulo suspendeu ou prorrogou o prazo de 28 obras na cidade – a maioria na periferia. As construções e reformas paralisadas são principalmente de escolas e creches, mas há também melhorias nas áreas de saúde, mobilidade e na contenção de enchentes que foram deixadas para depois.

Das 28 obras suspensas ou prorrogadas, duas são para combater inundações, 18 são creches ou escolas, um hospital, três unidades básicas de saúde e quatro complexos viários, como o prolongamento da Radial Leste, junto com vários pontilhões e um viaduto, e a interligação das avenidas Sena Madureira e Ricardo Jafet, na Zona Sul, que inclui túneis.

Uma das obras mais importantes que foram paralisadas é a do Hospital da Brasilândia, no extremo da Zona Norte. A construção da unidade de saúde já custou, até aqui, mais de R$ 52 milhões, mas foi suspensa em dezembro de 2016.

O projeto do hospital prevê 250 leitos, unidade de terapia intensiva (UTI), pronto-socorro e ambulatório. A previsão é de que ele atenda até dois milhões de pessoas por mês quando estiver pronto, mas a atual gestão suspendeu o prazo do contrato por mais quatro meses.

REGIÃO

Na região da Capela do Socorro, o prédio A construção da creche Jardim Porto Velho (na região de Capela do Socorro) até foi erguido, mas está vazio. A construção começou em 2015 e era para ter ficado pronta em 2016. Agora, foi suspensa de novo pela gestão Doria, ainda sem prazo para ser retomada.

Em Cidade Dutra, outra creche quase pronta teve a obra paralisada e o prazo de construção prorrogado por quatro meses. O adiamento da entrega também ocorreu na creche da Rua Filodemo, no Jardim São Pedro, outra unidade que atenderia a população da Zona Sul.

A Secretaria de Obras afirmou ao G1 que a atual gestão recebeu o orçamento com despesas subestimadas e receitas superestimadas. Por isso a necessidade de prorrogar prazos e suspender obras. Sobre o fato das paralisações ocorrerem principalmente os bairros mais afastados, a gestão Doria afirmou que a medida atinge mais esses locais porque “a maioria das obras da cidade acontece lá”.

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