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Nove de julho no Ibirapuera

Parque recebe a Solenidade de Comemoração ao 85º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932

No domingo, 9 de julho aconteceu no Parque Ibirapuera, zona sul da Capital, a “Solenidade de Comemoração ao 85º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932”, evento promovido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. O desfile aconteceu das 09h00 às 11h30, na Avenida Pedro Álvares Cabral, sentido Vila Mariana, entre a Praça Armando de Sales Oliveira e Viaduto General Marcondes Salgado, Rua Nábia Abdala Chohfi e Avenida Sargento Mario Kozel Filho. Desfilaram os cadetes da Academia Barro Branco, grupos de escoteiros, antigos combatentes, e integrantes do Exército.

O Governador Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo estavam presentes. Na ocasião, Alckmin destacou o que representa a data para a cidade de São Paulo. “Vimos muitas crianças, muitos jovens, isso mostra o quanto a sociedade civil está organizada neste belíssimo desfile cívico. É uma homenagem que fazemos aos heróis de 32, que deram sua vida, seu sangue em defesa da constituição, de uma nova constituição brasileira. Embora a revolução não tenha prosperado do ponto de vista militar, a sua semente deu bons frutos. E esses valores e princípios, que podemos chamar de paulistanidade, permanecem sempre em defesa da cidadania e da liberdade”, destacou.

A Revolução de 32

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido no Brasil, entre julho e outubro de 1932, no qual o Estado de São Paulo visava a derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e a criação de uma Constituição, pois a Carta Magna de 1891 havia sido suprimida pelo movimento de 1930.

Foi a primeira grande revolta contra o governo Vargas e o último grande conflito armado corrido no Brasil. No total, foram 85 dias de combates (de 9 de julho a 2 de outubro de 1932), com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2.200.

Destacam-se os nomes dos estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade (MMDC, sigla das iniciais dos jovens), que morreram em 23 de maio de 1932, durante protesto em praça pública. O caso foi o estopim para a revolução.

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