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A (falta de) prioridade da atual gestão municipal

Estamos há quatro meses sob a gestão João Doria (PSDB), pouco tempo para avaliarmos o governo? Sim. Afinal ainda teremos mais três anos e meio de governo (isso se ele não abandonar a prefeitura antes para levantar novos vôos ). Porém, o fato de termos apenas quatro meses, podemos tirar algumas conclusões, acerca das prioridades da administração, bem como a forma de condução das situações e o tratamento com entidades, moradores e problemas crônicos da cidade.

Assuntos como a cracolândia, pichações foram simplesmente subestimadas pelo prefeito, que não deu devida importância para àqueles que estão por trás. Para ele, tudo era muito simples; tanto que chegou a afirmar que “a meta era acabar com a cracolândia antes de seis meses” – recuou, pois viu que a situação é muito mais complexa do que se imagina. Após ele tanto criticar a gestão anterior que tentou dar um incentivo aos usuários de crack, como forma de ressocializá-los, acabou fazendo pior, pois sequer implantou algum programa (poderia dar um nome bonito, cheio de marketing, como ele gosta de ‘batizar’ os programas da cidade).

Outra questão que fica o alerta é em relação à paralisação de obras importantes para a cidade. Sabemos que o país passa por um momento crítico na economia, momento de recessão, porém, se avaliarmos que o prefeito está conseguindo incentivos e parcerias sem ônus – segundo a própria prefeitura – ao município, por que então, a gestão não prioriza essas obras e busca apoio de empresas para tocá-las?

Infelizmente, a doação de latas de tinta para pintar o monumento da Av. Vinte e Três de Maio, não vai abrir vagas nas creches – além da descontinuidade da obra para construção de novas unidades educacionais (creches e CEUS) , várias vagas em creches desapareceram; a doação de novos vasos sanitários, pias, e torneiras para o Parque do Ibirapuera, não vão sanar a falta de leitos nos hospitais e UPAS. Aliás, muitas obras de UPAs estão paralisadas ou nem foram iniciadas.

Saúde e educação foram as bandeiras de campanha; mas em quase seis meses de mandato vimos muito pouco, sabemos que, nem só de obras vive uma cidade, mas a população quer perceber alguma movimentação, positivamente; por enquanto a movimentação é negativa nessas duas áreas. O Corujão da Saúde, elogiado no começo, já mostrou fragilidade em alguns aspectos, tanto que está sob investigação do Tribunal de Contas do Município (TCM)

Obras de mobilidade, foram praticamente descartadas ou desdenhadas, a grosso modo. Licitações paradas e sem perspectivas de retomada. A pergunta que fica e se repete é: O que, de fato é prioridade para o governo? A primeira impressão que fica é o marketing para programas, que em uma escala de 1 a 5 de importância, podem ser classificados entre 4 e 5. Prioridades 1, por enquanto ficam a subestimação e/ou omissão. Isso porque ainda não citamos a questão dos transportes, mais preocupado com a tecnologia (substituição do bilhete único, implantação de nova tecnologia nos ônibus) do que com a avaliação do impacto que o aumento do valor da integração dos bilhetes teve para aqueles que mais precisam: os moradores de áreas afastadas do centro e também a questão da licitação que emperra há mais de dois anos – sobre a licitação a prefeitura anunciou que apresentaria um prospecto neste mês de maio – resta-nos esperar mais alguns meses para ver se haverá reversão nas prioridades.

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